"Sim. Sim, eu te amo. Eu caso com você, eu te faço feliz, te dou meu colo como travesseiro e o meu abraço como seu cobertor. Eu te faço sorrir quando você quiser chorar, só vou permitir que lágrimas caiam do seu rosto se for de felicidade, eu nunca vou soltar a sua mão. Eu te protejo. Te levo até um café na cama e te dou morango na boca. Eu te mimo. Eu te cuido até não querer mais, eu tomo as suas dores, eu fico triste quando você fica, eu fico feliz quando você também está. Quero chorar seu choro, sorrir só por te ver sorrir. Vou estar contigo a qualquer momento, vou ser um apoio, um alicerce, um colo. Só pra te dar segurança caso você tropece. Vou brigar com você e depois chorar porque brigamos, vou não-resistir à sua carinha de dengo e vou correndo pros seus braços. Eu vou te fazer a pessoa mais feliz do mundo. Só confia em mim, meu amor." Giulia Mainardi
"Tive um sonho indescritivelmente bom esta noite. Sonhei que estava em teus braços, e eles me protegiam não apenas do frio, mas de tudo que assombrava-me. Você me acariciava e me fazia cafuné, enquanto eu delicadamente passava meus dedos pelas tuas costas sentindo cada pedaço do teu corpo. E você sussurrava que me amava e nunca me deixaria ir, enquanto eu te dizia que teu abraço era o encaixe perfeito pro meu corpo e que eu jamais trocaria esse abrigo por nada. Você colocava minha música favorita pra tocar e me tirava pra dançar -mesmo eu tentando impedi-lo- Me dizia que eu era péssima dançarina e que teria que aprender para dançar contigo no nosso casamento. Eu ria, e negava que algum dia subiria ao altar com você -mal sabes que não me continha de felicidade- Você me rodava e me segurava junto a ti e ali ficávamos nos deixando levar apenas pelo ritmo da música. De repente estávamos no sofá e fingíamos assistir algum filme da tv. Você me beijava e eu sentia teu perfume em mim. Você insistia em disputar no video game comigo e ria das minhas derrotas vergonhosas e dizia que me deixaria ganhar um dia. Mas não me importava a vitória. Você estava ali. Comigo. E de repente eu abri meus olhos e me vi sozinha com a escuridão e a respiração ofegante… o sonho havia chegado ao fim." Viva pelo amor.
"Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café às cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos." Caio Fernando Abreu
"Um dia percebes que ele não vale a pena. Que ele nunca irá chorar por ti, nunca irá deixar de sair à noite só porque tu não estás bem. Ele não vai sair pela janela só porque tu estás a precisar de um abraço, e muito menos te irá ligar quando precisares de te sentir segura. Um dia começas a juntar as peças e a perceber porque é que ele dizia que eras tu que ele queria, se era para elas que ele mais gostava de olhar. E aí percebes que ele nunca te amou. Aí começas a abrir os olhos e só tens vontade de lhe bater, por tudo aquilo que ele te fez. Mas nunca irá doer tanto como te doeu. Depois, começas a pensar que talvez possas estar a ser injusta, e que as coisas não têm que ser assim. Mas pára, as coisas não têm que ser assim necessariamente, mas são. Porque tu entregaste-te demais. E ele não soube dar valor. Enquanto tu relembravas cada traço seu, ele bebia um shot para esquecer. E quando tu não querias estar com ninguém, ele jogava futebol para descontrair. Depois de tudo, ainda pensas voltar atrás, e mandar-lhe uma mensagem a dizer que sentes a falta dele. Mas chegas à conclusão que, mais uma vez, não vale a pena. Porque a falta dele, irás sempre sentir. Saudade também. Tu és forte e ainda vais sorrir sem ele muita vez, ainda vais falar dele muita vez com as tuas amigas, mas depois perdes essa rotina de o teres sempre na tua cabeça. E quando pensares outra vez em mandar-lhe a tal mensagem, manda. Talvez isso te faça sentir melhor mas não digas mais nada. Ele provavelmente nem vai responder. E então aí segue em frente. Porque tu foste capaz de aguentar a dor, a saudade e o arrependimento se tivesses voltado atrás. Então agora, vai. E quando precisares de lhe ligar só para ouvir a voz dele, lê isto outra vez. No contacto dele, vais remover “amor” para o nome próprio, e quem sabe, chegues à conclusão que não precisas do contacto, e o apagues."
"Queria que soubesses, que me encontro no sítio onde me deixaste, pela última vez. Sozinha, e abandonada. Gélida, e magoada. Fiquei aqui, nesta pequena pedra cheia de musgo, longas semanas. E jurei todas as noites, esperar eternamente. Por ti. Porque se viesses novamente até mim, o nosso amor.. oh, ele também viria. E assim - pensava eu, tão cheia de esperanças. Mas, tu nunca vieste. Não, durante meses. E eu adoeci. E o meu coração - também ele ficou doente. Mas a minha doença não foi uma qualquer. Dizia não te amar - negava-o, sempre que alguém me questionava pela manhã. E foi assim que adoeci. Enganando mais uma vez o meu coração, como tu fizeste. Iludindo-o. E mesmo que já não te importes, ou questiones por notícias minhas - quero que saibas, que todas as noites, chorei por ti. Todas as noites gritei o teu nome, ouvindo-o ser ecoado lá longe. E nessas alturas, chorava mais. Pois tinha esperanças que me respondesses do outro lado. Mas nem isso tu fizeste. Aliás, tu nunca fizeste nada. Eu é que pensava que sim. E hoje, escrevo nas pedras da calçada que ainda restam, depois de todas as outras estarem ocupadas, por cartas em vão que escrevia para ti. Pois é, ainda te espero. Desesperada por um beijo, uma carícia. Ou até mesmo, que voltes." Méri





